Revista LiambaInformação e cultura canábica.
Revista LiambaInformação e cultura canábica.

A Revista Liamba nasceu para falar sobre cannabis e tudo o que existe ao redor dela. Música, cinema, política, cultivo, comportamento, história e notícias fazem parte do nosso universo.
Queremos reunir boas histórias, compartilhar informações e criar um espaço de encontro para quem se interessa pela cultura canábica.
E, para entender de onde veio a ideia, precisamos contar uma história curiosa que aconteceu no interior do Rio Grande do Norte.
Em 1996, uma reportagem de televisão apresentou um caso inusitado ocorrido em Cruzeta, uma pequena cidade do Rio Grande do Norte.
Moradores, muitos deles idosos, cultivavam uma planta conhecida na região como liamba. Usavam suas folhas em preparações caseiras para aliviar dores e outros problemas de saúde.
A planta estava nos quintais, na praça principal e até no cemitério. Algumas chegavam a seis metros de altura.
Tudo mudou quando uma investigação policial identificou aquelas plantações como maconha. A notícia surpreendeu os moradores, que conheciam a erva pelo nome de liamba e não a associavam a uma droga proibida.
As entrevistas com os moradores, surpresos com toda aquela confusão, ganharam repercussão nacional. A reportagem continuou circulando na internet muitos anos depois.
Foi ao conhecer essa história que surgiu a inspiração para o nome Revista Liamba.
A história ganhou um novo capítulo em 2026, com o documentário Liamba, um santo remédio, dirigido por Luara Schamó e Manoel Batista.
A produção revisita os acontecimentos e apresenta a possibilidade de que as plantas cultivadas em Cruzeta fossem, na verdade, da espécie Vitex agnus-castus, diferente da Cannabis sativa.
O filme também investiga como a notícia afetou a população e como a memória daquele episódio foi sendo construída ao longo dos anos.
Essa descoberta tornou a história ainda mais interessante para nós. Afinal, ela envolve costumes populares, preconceito, conhecimento tradicional e a importância de investigar os fatos antes de tirar conclusões.
Você pode conhecer melhor o episódio na reportagem da BBC News Brasil, publicada em 2018, e na matéria sobre o documentário de 2026.
Liamba é também uma das palavras utilizadas para se referir à cannabis na língua portuguesa.
O termo tem origem africana, associado às línguas bantas. O Dicionário Caldas Aulete registra sua origem no quimbundo, enquanto o Priberam aponta o quicongo.
A palavra pertence a um conjunto de denominações populares que inclui diamba, riamba e outras expressões presentes na história brasileira.
Gostamos da sonoridade, da origem e, especialmente, da história que nos apresentou esse nome.
E foi assim que batizamos a nossa revista.
Porque acreditamos que a cannabis merece ser discutida com informação, curiosidade e respeito.
Durante muito tempo, o assunto foi cercado por preconceitos, criminalização e desinformação. Enquanto isso, a planta continuou presente em manifestações culturais, pesquisas científicas, debates políticos e na vida de pessoas de diferentes gerações.
Queremos acompanhar esses assuntos sem sensacionalismo, mas também sem transformar tudo em uma conversa excessivamente técnica.
Nossa proposta é falar de cannabis de maneira acessível, com conteúdo bem pesquisado e espaço para diferentes discussões.
Informações sobre a planta, suas características, variedades, história, pesquisas científicas, legislação e cultivo.
Também vamos abordar dúvidas frequentes e redução de danos, com atenção às evidências disponíveis e às regras brasileiras.
Histórias de artistas, filmes, discos, documentários, movimentos culturais e personagens ligados ao universo canábico.
Queremos descobrir boas histórias e revisitar episódios que ajudam a entender a relação entre cannabis, arte e sociedade.
Acompanharemos os debates sobre legalização, descriminalização, direitos individuais, segurança pública, racismo e políticas de drogas.
Também queremos divulgar as Marchas da Maconha e outras iniciativas que participam dessas discussões.
Novas pesquisas, acontecimentos importantes, histórias pouco conhecidas, entrevistas e assuntos que merecem atenção.
Nem toda matéria precisa ser uma notícia urgente. Às vezes, uma história de décadas atrás tem muita coisa interessante para ensinar.
Não queremos que a Revista Liamba seja apenas um lugar onde publicamos textos e você vai embora depois da leitura.
Queremos trocar ideias, ouvir sugestões, conhecer pessoas, divulgar iniciativas e abrir espaço para conversas interessantes.
A comunidade que queremos construir será formada por leitores que participam, compartilham informações, fazem perguntas e ajudam a revista a crescer.
A Liamba é para quem gosta de cannabis, mas também para quem gosta de aprender, descobrir e conversar sobre cultura.
Além do blog, criamos a Loja da Revista Liamba, com camisetas e produtos inspirados na cultura canábica.
A loja faz parte do projeto e ajuda a financiar sua manutenção e a produção de conteúdos.
Você pode conhecer nossos produtos em revistaliamba.com/loja.
A Revista Liamba ainda está dando seus primeiros passos.
Temos muitas pautas para desenvolver, artistas para conhecer, histórias para investigar e assuntos para discutir.
Queremos construir um espaço com identidade própria, conteúdo interessante e leitores que gostem de participar.
Se você chegou até aqui, seja bem-vindo.
Nós somos a Revista Liamba. E queremos você por perto.
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[…] pode ocorrer sem humilhar quem tem acesso restrito a informação e cuidado, em sintonia com a proposta editorial da Revista Liamba. O que protege a saúde é informação verificável, não a promessa de que um truque caseiro […]
[…] essas diferenças é uma maneira de aproximar o debate da experiência brasileira, como propõe a Revista Liamba. No sertão do São Francisco, a história da planta continua entrelaçada às perguntas sobre quem […]